A “cura” pela fala

Às vezes tudo que precisamos é de uma conversa/escuta, engana-se quem pensa que é um ombro, pois não, já que nem sempre choramos, apenas queremos conversar. Muitas vezes ao conversar com alguém, falamos pra nós mesmos, já perceberam isso? Algumas vezes quando inevitavelmente aconselhamos alguém, nas entrelinhas da conversa podemos perceber que aqueles conselhos encaixam-se perfeitamente para nossa própria vida.

O discurso é o remédio e a cura para muitos males da existência, sendo um desses males a incompreensão. Muitas vezes somos incompreendidos pelo simples calar e o nada falar. Quando não nos expressamos através de nossas próprias palavras, nosso corpo responde com certa irritação que a princípio não se sabe o porquê de sua existência. Se a irritação surgir a partir da mulher é vista como TPM, se for a partir do homem, hummmm … Ainda não conheço, será que é porque geralmente eles são monossilábicos mesmo?! Não, não, não posso generalizar, pois seria injusto com os locutores de rádio ou ainda narradores de jogos de futebol!

Na verdade o que quero dizer, é que acredito no poder que as palavras têm e na significação delas em nossas vidas. Certa vez ao falar de algo que me incomodava muito, percebi ao final do discurso que talvez esse incômodo só precisava ser colocado para fora através das palavras e que na verdade ele não me incomodava tanto assim. Senti pela primeira vez que muitas coisas que elaboramos e não expomos pode ter significados diferentes.

A escuta é o diferencial em muitas relações, às vezes casais sem perdem no caminho pelo simples fato de não conseguirem escutar um ao outro, e uma relação que um dia tinha tudo para dar certo acaba pela falta de um simples dialogo.

Realmente nem sempre estamos dispostos a discutir uma relação, porque nossas aspirações e desejos geralmente são um pouco diferentes das dos nossos parceiros, nesse ponto pode-se perceber certa parcela de individualidade e porque não dizer egoísmo. Porém é natural que pensamos muitas vezes mais na gente que em outras pessoas, mas a vida constantemente nos ensina o contrário e é a partir da convivência que conseguimos quebrar essa barreira da individualidade e ser pessoas mais abertas e compreensivas.

#ficaadica

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  1. Trackback: O “não dito” e o nosso corpo « Ginetta Amorim

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