Minha mãe, meu paladar, minha história.

A cada novo alimento, uma nova história, uma nova lembrança gustativa. É assim que construímos nosso paladar. Na infância quando ao poucos necessitamos de um complemento, somos apresentados ao mundo dos sabores e nos distanciamos do seio completo, aquele que nos alucina.

De um período completamente dependente do “seio materno”, somo obrigados a mergulhar no desconhecido mundo dos variados alimentos que complementam nossa existência. Diante da própria imaturidade fisiológica, consumimos nossas primeiras papas, causando certa estranheza inicial.

As mães costumam misturar tudo achando que com isso nos alimentam melhor, engana-se, pois assim dessa forma não conseguimos distinguir o sabor de cada alimento. Uma fruta que tem sabor específico acaba por misturar-se com o sabor de outra e dessa forma confundi esse meu paladar tão ingênuo ainda.

Tudo é muito novo e mesmo sendo ainda muito novo também, preciso que me estimulem mais vezes com um mesmo alimento, pois se vocês ainda não entenderam, eu não conheço esses sabores ainda e por isso preciso me familiarizar com eles.

Minha mãe se desespera quando não consigo comer, calma mãe! Estou iniciando e construindo minha memória gustativa, tudo ao seu tempo e aquilo que realmente eu não gostar, você vai saber!

Com um ano me sinto apto a comer a comida de toda a família, mas lembre-se que muito tempero pode me irritar e irritar meu organismo, que ainda de tão imaturo não reconhece.

Se eu me melar, paciência, pois estou aprendendo a ser como você, a conseguir pegar com tanta agilidade uma colher, que se brincar é maior que meu próprio braço, por isso, preciso de umas menores pra já ir treinando.

Confesso que o mundo dos sabores me encanta, mas nada melhor que o seio de minha mãe que mais parece um porto seguro em minha vida. Dizem que posso usufruir dele por bastante tempo e com certeza vou aproveitar, mas não posso esquecer que a partir dos dois anos, ele não me fornece tudo que preciso, pois já não sou um ser tão imaturo e diante disso preciso realmente me despedir.

Como é difícil abandoná-lo! Tenho amigos que muito cedo conseguiram e me parece que esses meus amigos foram enganados, pois por algumas circunstâncias, colocaram um bico diferente em sua boca e eles realmente acharam que era o peito da mamãe. Bobinhos eles… eu não cai nessa e pude aproveitar por muito tempo esse seio tão “bom”.

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Um pouco mais que alimentos

Se pensarmos na vida como um grande processo de gratificações, acredito que o primeiro passo desse processo seria o aleitamento materno, quando somos preenchidos de fato com alimento substancial e o prazer que toda aquela situação promove. A partir desta primeira experiência, a alimentação nunca mais deixará de ser algo prazeroso para o indivíduo. Mais

“O veneno está na mesa”: alerta!

Gente, hoje foi lançado nacionalmente o filme “O veneno está na mesa”, um alerta a população no geral sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura e suas consequências para o ambiente e consequentemente para o homem. Vamos refletir um pouco sobre tais consequências e de certa forma ser um sujeito ativo e crítico para que diante das possibilidades alcançáveis de cada um possamos fazer certa intervenção.

Sinopse do filme:
O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.

O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.

P.S. Em breve postarei algo sobre o vídeo, assim como uma entrevista com a bióloga Mona Saraiva, mostrando seu ponto de vista com relação ao vídeo!

O vídeo está disponível nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg

Transgênicos: você sabe que está consumindo?

Recentemente foi realizada uma pesquisa que mostrou um amplo desconhecimento da população com relação aos alimentos transgênicos, tal levantamento foi realizado pela Ipsos e teve como amostra 1000 pessoas em diversas regiões do país. O resultado da pesquisa foi que 74% dos entrevistados nunca ouviram falar em Organismos Geneticamente Modificados.

Bem, levando em consideração o número pequeno da amostra em relação à população brasileira, não desconsidero a importância de tal assunto, principalmente porque além das pessoas não terem noção do que é, elas podem também estar consumindo alimentos transgênicos sem saber, ou ainda, por não reconhecerem.

Um dos objetivos defendidos para a produção dos alimentos geneticamente modificados (AGM), são que eles “melhoram algumas características que os tornam mais produtivos, mais estáveis ou mais saudáveis” segundo um prof. da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Quando questionado se há risco nessas modificações, o mesmo afirma que toda modificação genética Leva a riscos.

Ao fazer uma busca pela internet encontrei um folder lindinho com várias pessoas sorrindo, pais e filhos brincando e uma gestante. O Slogan é “Transgênicos. Para ter opinião, tem que ter informação.” O Folder mostra todos os benefícios do uso dos AGM. Fiquei em dúvida o que seria a MONSANTO (a marca no final do Folder), e para minha não tanta surpresa, tratava-se de uma empresa agrícola. Por que será?!

Quando estava na faculdade fizemos um debate, onde de um lado estavam aqueles que defendiam os AGM e do outro o que recriminavam o seu uso.  Tivemos uma semana para encontrar artigos suficientes e que nos dessem respaldo cientifico para tal situação. Foi muito difícil chegar a um consenso ao final da discussão pelo simples fato de:

A maior parte das campanhas em prol do uso dos alimentos transgênicos é financiada por empresas que lucram com este fim;

Riscos biológicos decorrentes de evoluções indesejadas ou surgimento de novas e inéditas moléstias e pragas não podem ser descartados nem na agricultura convencional;

Teme-se que alimentos produzidos com organismos geneticamente modificados possam aumentar, intencional ou inadvertidamente, o nível de toxinas naturais já existentes em muitas plantas, produzindo enfermidades diversas;

Os AGM podem levar ao aparecimento de características inesperadas, como proteínas alergênicas ou toxinas.

Os prós e os contras são muitos, e uma forma de estarmos atento ao que anda acontecendo em nosso país com relação a esse assunto é ter acesso as informações que são veiculadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que tem como objetivo baixar instruções normativas de biossegurança para utilização de OGMs e emitir pareceres técnicos sobre sua liberação no ambiente em escala experimental ou comercial.

Essa é uma discussão que merece muita atenção de nós consumidores, principalmente para aqueles que optem a não fazer uso desses produtos não terem se quer idéia de como identificá-los, já que o T dentro de um triângulo amarelo segundo a pesquisa não foi identificado por muitos e até associado a sinal de transito!

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