“Comer, rezar e amar”
17 jun 2011 2 Comentários
em Lições de vida Tags:amor, angústia, Filme
Quem nunca comeu, rezou e amou para se libertar de seus conflitos internos? Quem nunca transferiu a Deus a responsabilidade de lhe dar uma resposta que na verdade está em você mesmo? Quem nunca saboreou um prato para suprir um momento de angústia e tristeza ou ainda quem nunca se entregou ao amor para viver novamente um caminho intenso cheio de mistérios? É (…) realmente devo concordar que o comer, rezar e amar são formas sublimes de nos fazer viver e compreender determinados momentos em nossas vidas.
Não precisamos ir muito longe para encontrar uma verdade que está em nós mesmos, precisamos apenas querer enxergá-la e talvez seja esse o passo mais difícil de se dar. Muitas vezes precisamos escutar da boca de alguém, palavras que há muito habitam em nossos corações. Acredito ser essa, uma forma de sustentar e confirmar uma verdade já firmada, mas que ainda encontra resistências para se dissipar em nossas vidas.
Quantas desilusões passamos e muito pouco aprendemos com elas. Muitas vezes fazemos questão de esquecer vivências por medo de repetir os erros do passado e não nos damos conta que é com eles que aprendemos e nos erguemos mais fortes e corajosos. Quem muito se esconde, pouco tem a mostrar. Por isso creio ser importante demonstrarmos sempre nossos sentimentos, tanto os bons como também os ruins e dessa forma tentar equilibrá-los em nossas vidas.
Chegamos a pensar que o equilíbrio é a melhor saída para todas as nossas angústias, mas não nos damos conta que não só o mundo, como também nós mesmos precisamos estar em constante movimento e oscilações. É desse equilíbrio que falo, onde os altos e baixos são necessário e devem ser vividos de forma consciente, lúcida para a partir deles construirmos nossa identidade e encontrar a verdade que muitas vezes fazemos questão de escondê-las e não enxergá-las.
Faça que nem Liz no filme se assim desejar: busque sua verdade e viva intensamente o que descobrir!
Fica a dica de filme: Comer, rezar e amar. Simplesmente contagiante!
Foto: banco de imagens google.
SUS: o lado negro do sistema.
07 jun 2011 3 Comentários
em Lições de vida Tags:angústia, descaso, saúde pública, sofrimento, sus
Esse relato refere-se ao dia 6 de Junho (dois dias antes de meu avô falecer)
Hoje 8 horas da manhã, liguei para o hospital Walfredo Gurgel para marcar uma endoscopia pro me avô, pois o mesmo foi ao o hospital Deoclécio no domingo tentar passar uma sonda nasoenteral, mas após 3 tentativas não foi possível e o médico de lá orientou que a sonda fosse colocada com uma ajuda de um endoscópio. Ok primeiro passo foi dado. Depois fui tentar conseguir uma ambulância para locomovê-lo. Fui ao posto do meu bairro, mas não tive sucesso já que a ambulância tinha ido pro conserto e não estava pronta ainda. Mais
“Sentimento sem nome”
17 mai 2011 Deixe um comentário
em Uma frase, um sentido, uma reflexão Tags:angústia, resistência, sentimento
Uma notinha do Jornal de Hoje fala sobre o “sentimento sem nome”, que podia ser chamado também angústia. Na psicanálise aprendi como a angústia do vazio. Teoricamente seria aquele sentimento que nos aflige e que não sabemos o porquê da aflição. Muitas vezes procuramos causas orgânicas para lidar com tais sentimentos, porém, eles são simplesmente sintomas de um momento, uma situação que passamos anteriormente ou que estaríamos predispostos a passar.
“Refletir e questionar algumas crenças, ou até mesmo mudá-las, pode contribuir para vencermos nossos medos. Não há receita mais infalível do que se lançar aos medos e experimentar a sensação de libertação. Talvez não seja fácil se enfrentar, romper com verdades instaladas em nós há tanto tempo. Poucos gostam de vestir o avental e empurrar a vassoura. Muito menos agradável é fazer uma faxina interna… Mas certamente não há quem não goste de viver em uma casa limpa.”
Gostei bastante dessa passagem do texto por me identificar com ela. Puxando o gancho para minha profissão percebo no dia-a-dia o quanto é difícil fazer as pessoas seguirem orientações nutricionais propostas. São coisas simples, mas que as pessoas insistem em continuar fazendo “errado”. Para psicanálise, tal atitude se assemelha às resistências do nosso inconsciente, nossa proteção. Um exemplo seria pessoas obesas que se dizem felizes do jeito que são na tentativa de mascarar um trajeto de fracassos e frustrações. Porém ninguém vai chegar pra essa pessoa e dizer isso, não é mesmo?! No mínimo, podemos mostrar que por mais feliz que ela se sinta, tal situação pode lhe causar problema futuros, devendo a mesma lutar por qualidade de vida.
“Vestir o avental e empurrar a vassoura” realmente não algo fácil, já que muitas vezes cultivamos máscaras em nosso cotidiano para esconder/preservar nosso verdadeiro EU, e recolher esse lixo seria como retirar tais máscaras de nossa vida.
O que seria do ser humano sem tais máscaras?
O Jornal de Hoje, Cena Urbana. Coluna: Vicente Serejo – Taciana Chiqueti. Sentimento Sem Nome. Natal, 16 de maio de 2011.
Foto: banco de imagens google.
