Internet: o encontro dos pares.

A sociedade vive um processo de mudança configuracional nas relações humanas. Não precisa ser nenhum sociólogo ou antropólogo para perceber o quanto se gasta de horas por dia dentro das redes sociais. Claro que isso não reflete a realidade da maioria das pessoas, mas para aquelas que estão dentro desse universo, uma nova visão das relações humanas surge e que, ao contrário do que muitos pensam, é saudável para qualquer indivíduo.

Em 2009 quando comecei uma pesquisa com estudantes vegetarianos, foi comum encontrar no discurso deles a internet como meio predominante de informação e comunicação social. Segundo tais estudantes, era através desses meios que eles buscavam informações sobre determinados assuntos que rotineiramente fugiam dos antigos veículos de comunicação como televisão, rádio ou jornal. Mais

Suplementos líquidos ajudam a manter a forma: como assim? Revista Istoé

A Istoé dessa semana trás como tema da coluna medicina e bem-estar “ as estratégias para nunca mais ser gordo”, assunto esse que continua e sempre continuará em foco durante muitos anos diante dos decadentes hábitos alimentares da população. O texto começa com a seguinte frase : emagrecer o bastante para deixar de ser obeso é uma grande vitória, mas não é o fim do combate. Realmente, com as estratégias quem vem acontecendo no cotidiano é impossível perder peso e mantê-lo. Cito como exemplos os shakes, dietas extremamente restritivas, usos de chás e remédios para emagrecimento. São tais estratégias que comprometem a saúde do indivíduo e o seu bem estar na sociedade, primeiro porque shake nenhum promove a reeducação alimentar e nem uma dieta milagrosa que restringe carboidratos vai fazer uma pessoa perceber que pode comer de tudo um pouco sem causar nenhum dano ao seu corpo. Para o pesquisador da entrevista, “foram necessários cerca de três anos para transformar uma rotina mais saudável em um hábito” o que não acontece atualmente já que muitos se arriscam a qualquer tipo de método para perder peso o mais rápido possível.

Outro dia em uma discussão sobre cirurgia bariátrica, muitos afirmavam ficar magro, mas pensar como gordo, comentário esse comum de alguém que passou por esse procedimento. Tal comportamento acontece porque muitos ao se submeterem ao tratamento não recebem o apoio necessário psicologicamente falando. O resultado dessa falta de apoio emocional é o ganho de peso em curto intervalo de tempo, comprometendo ainda mais a saúde do indivíduo. Mais

Todos os meses, o mesmo dilema – TPM

Bendito seja a TPM que nos tira toda inspiração, nos deixando apenas sentimentos de insegurança, tristeza, monotonia, clausura e assim vai, porque são vários os sintomas que atinge as mulheres, sua consciência, suas atitudes. Meu Deus porque nos deixastes tão influenciáveis pelos benditos hormônios?! Deve existir alguma utilidade durante o período que nós mulheres nos encontramos assim, realmente ainda não descobrir, mas vou tentar.

Começo a ler e paro porque a leitura se torna extremamente desinteressante nos primeiros cinco minutos; se assisto TV mudo de canal várias vezes porque nada me agrada; se recebo um convite não aceitou, porque não me vejo conversando sobre coisas que não estou afim; entro no meu acervo cerebral e busco informações de experiências antigas que passei, tento analisá-las e isso atrasa meu pensamento do futuro, porque quem vive de museu é passado; busco soluções concretas para problemas abstratos; enfim sofro por uma causa biológica que afeta meu espiritual. Como lhe dar com isso? Vivendo o momento e nada mais. Ahhh sim, em outro post falei sobre alguns alimentos importantes para ajudar nesse processo, vale apena conferir.

Porém descobri algo que me faz muito feliz nesse período: caminhar! Não existe nada melhor quando você sai de casa, observa pessoas, lugares, situações, sente seu corpo em um ritmo diferente do normal, é como se você colocasse pra fora naquela respiração ofegante todos os males que estavam lhe incomodando até aquele momento, acredito que seja até um trabalho mental também. Escrever também ajuda, pois cá estou.

E vocês? O que sentem ou o que não sentem?

Crédito da imagem: http://info.abril.com.br/

MEV: um passo para uma nova vida.

A primeira conduta que deve ser seguida quando uma pessoa apresenta a saúde fragilizada, é a Mudança no Estilo de Vida, isso mesmo, a MEV quando introduzida na rotina das pessoas limita até o uso de medicamentos, como redutores de gordura e açúcares. Tenho observado que alguns profissionais estão dando pouca importância a esse fator e estimulando seus pacientes a fazer parte de um tratamento totalmente medicamentoso. Um exemplo prático do que estou falando é quando uma pessoa vai ao profissional devido a uma elevação no colesterol de 250 (acima do valor de referência), por exemplo, e sai do consultório com uma indicação pra medicamentos. Isso é puramente um absurdo, pois segundo o consenso brasileiro de dislipidemia, a terapêutica é iniciada com medidas compatíveis com hábitos de vida mais saudáveis: mudanças alimentares, controle de peso, estímulo ao exercício físico e combate ao tabagismo. Não sendo atingidos os objetivos propostos, deve ser considerada a associação de drogas e, excepcionalmente, outras medidas podem vir a ser adotadas.

Acontece que hoje em dia, não todos, mas alguns profissionais nem esperam o paciente atingir tais objetivos, pois nem propostos eles são, ou seja, não existe meta a ser seguida é remédio por debaixo da goela e ponto final. Isso me preocupa, fico indignada, porque se o profissional não sabe orientar seus pacientes a mudar seus estila de vida, poxa! Encaminhe para quem sabe então, ao invés de entupir pessoas de medicamentos sem necessidade!

Exemplo:

Estevam* 25 anos, tomava medicações para tireóide há muito tempo e seu médico disse que ele iria tomar para o resto da vida. Um dia foi se consultar com outro médico que pediu novos exames e viu que ele não tinha necessidade de tomar mais. Ok ele parou de tomar. Voltou ao seu antigo médico que solicitou outros exames e viu que o colesterol estava um pouco elevado, Estevam tomou durante um mês uma medicação para baixar o colesterol. Ao voltar, Estevam fez outros exames e o médico pediu a curva glicêmica e viu que tinha alguma alteração, passou mais um medicamento -  metformina.

P.S.: Estevam durante todo o tratamento permaneceu sendentário.

Okay, se Estevam não fez questão de mudar seu estilo de vida e aceitou a terapia medicamentosa, essa foi a decisão dele. Mas quantos outros Estevam não existam por ai? Acredito que a gente como paciente tem a obrigação de saber que melhor tratamento se adéqua as nossas necessidades.

Outro exemplo:

Maria*, 26 ano, teve Pânico há dois anos, foi a uma psicóloga da UFRN pois não tinha condições de arcar com uma consulta. A psicóloga mostrou a Maria 4 formas de tratamento para seu Pânico e deixou Maria a vontade para decidir qual seguir:

1-      Psiquiatra: o médico iria passar remédios para controlar a ansiedade, ou seja, você não iria aprender a lhe dar com um sentimento natural de todo e qualquer ser humano, ele seria cortado;

2-      Psicanalista: você iria fazer análise talvez até para o resto da vida e sairia caro;

3-      Psicólogo: você poderia até trabalhar com terapia em grupo;

4-      Homeopatia: uns florais para sintomas específicos.

Resultado, Maria saiu de lá comprou os florais que até saíram mais baratos e mudou um pouco sua rotina que estava muito estressante, ficou boa?! Talvez não, mas para aquele problema de imediato ela encontrou a solução porque lhe foram dadas várias alternativas e ela escolheu a que melhor se adaptava a ela.

Os profissionais de saúde não precisam ser psicólogos de seus pacientes, porém o saber OUVIR é essencial e determinante na adesão a qualquer tratamento para que de certa forma o paciente se sinta abraçado, acolhido e estimulados a seguir outros passos em sua vida.

*Os nomes são fictícios.

Credito da imagem: http://luciana-vieira.blogspot.com

Onde está seu senso de humor?

Muitas vezes em algumas situações meu namorado me faz essa pergunta, às vezes respondo de forma agressiva, e outras acabo despertando ele, mas é engraçado perceber que mulher gosta mesmo de um drama. Casais que riem mais duram mais, isso já foi publicado em outras pesquisas, porém se a duração depende do bom humor dos dois esse relacionamento tem os dias contado já que uma pesquisa publicada na revista ISTOÉ mostra que as mulheres riem menos que os homens. Alguns dos motivos são para se preservar e passar uma imagem de seriedade maior, já que em tempos atrás a risadagem feminina era entendida de outra forma (coisas do diabo).

Realmente a pesquisa mostra dados concretos e posso ver isso no dia a dia principalmente quando percebo que o homem (por exemplo, meu namorado) quando se junta ao seu bando (amigos) rir muito mais de que quando está comigo. Primeiro porque eles só falam besteiras e voltam a ser crianças e principalmente fazem de tudo para tirar você do sério, quanto a este fato, a pesquisa mostra que os homens se sentem reprimidos pela parceira e ficam mais a vontade com os amigos.

Nós mulheres, ao invés de fazer a mesma coisa com as amigas (Dar Risadas) preferimos falar de relacionamentos (Discutir a Relação), falta de emprego, dinheiro, tempo entre outras coisas. A pesquisa mostra que as mulheres preferem desabafar e falar sobre coisas profundas para criar laços com as amigas e os homens basta apenas rir. Então vocês perceberam que as DR’s  são bem diferentes para homens e mulheres não é?!

Porém nada disso impede que a partir de hoje sejamos mais sorridentes ou pelos tentaremos não é mesmo, até porque a gargalhada também é um meio de comunicação, reforça as uniões e ajuda a relaxar, além de ser algo contagiante!

*Revista ISTOÉ, 22/out/2010.

Você se considera uma pessoa motivada? Até quando…

É impressionante como existe teoria para tudo nessa vida, porque não pensar que a vida é uma grande experiência baseada na hipótese que um dia nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos… pois bem, associado a essas etapas do grande experimento humano existe o livre arbítrio das pessoas como algo que vai influenciar suas decisões diárias e dar um rumo a vida mesmo sabendo que ela já têm um caminho pré determinado.

Diante disso a motivação surge como força propulsora de tais ações, já que não conseguimos produzir sem estarmos motivados. Acredito que todos nós já sabemos disso não é mesmo?! O que poucos sabem é que existem teorias que explicam que a motivação surge a partir do momento que conseguimos construir nossa vida baseada em um modelo de pirâmide, e que nela existem algumas necessidades que são de fundamental importância para alcançarmos tal proeza.

O que também não sabia era que tais necessidades são baseadas em princípios hierarquizados, como assim? Simples, primeiro as pessoas devem conquistar suas necessidades fisiológicas básica de condições de vida, tipo moradia, habitação, comida etc; posterior a isso lutam para conquistar uma profissão, uma lugar no mercado de trabalho que possibilite segurança, depois são necessárias as relações interpessoais, de convivência, que aflorem o amor, a amizade; em penúltimo lugar está à necessidade de ser valorizado, da auto-estima e por último a tão sonhada motivação!

Segundo o psicólogo Abram Maslow que desenvolveu tal pirâmide para explicar a teoria da motivação, o ser humano tende a satisfazer suas necessidades primárias, antes de buscar as do mais alto nível. Dessa forma, pessoas em vulnerabilidade social provavelmente não possuem motivação para estudo ou coisa assim, já que necessitam em primeiro lugar garantir sua segurança e a de sua família. Poucos são aqueles que em situações tão precárias conseguem ter condições de como dizem por ai “ ser alguém na vida”. Porém, onde gostaria de chegar, desde 1988 a saúde foi tida como direito do cidadão e dever do estado e o mais fantástico de tudo isso é que tal conceito de saúde abrange não só ausência de doença, mas o completo bem estar físico, mental e social da população que deve ser garantido mediante políticas públicas que melhorem condições de moradia, saneamento básico, inclusão social, entre outras coisas.

Nós cidadãos que lutam (ou pelo menos deveríamos) a cada dia por melhores condições de vida, devemos ter ciência da importância do controle social que temos por direito de exercer neste país, acabamos  muitas vezes nos omitindo já que de certa forma nem todos precisam subir todas as necessidades da pirâmide para chegar ao topo, já que desde cedo essas necessidades já foram garantidas pelos seus pais.

Dessa forma devemos lutar, através do direito que nos foi concedido, para que tais necessidades básicas sejam garantidas de acordo com o que foi definido no ano de 1988, o ano em que surge o nosso Sistema Único de Saúde, que ao contrário do que muitos pensam, todos são usuários direto ou indiretamente.

Trata-se de uma reflexão simples para o momento em que vivemos, pensem nisso…

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