Um alimento que se chama luz: respiratorianismo.
15 abr 2011 2 Comentários
em Alimentação Tags:Alimentação, energia, luz
O que sei sobre esse comportamento “não alimentar”? Muito pouco, mas o suficiente para argumentar que muita gente também não sabe e critica aqueles que são adeptos sem ao menos entender suas reais justificativas e interesses.
Há milênios a prática do jejum (diferente do respiratorianismo) vem sendo adotada pelos mais diversos povos, desde povos antigos até um simples mortal na contemporaneidade, essa prática que vem acontecendo não é muito bem vista pela sociedade por inúmeros motivos. Existem aqueles que não acreditam que uma pessoa não possa viver sem se alimentar, outros que julgam pessoas adeptas ao respiratorianismo como lunáticas, marqueteiras, ou seja, falam sobre seu comportamento somente para aparecer na mídia e os indiferentes que não se manifestam a respeito.
O fato é que em qualquer lugar do mundo existem pessoas que não se alimentam, mas como assim? Simples, elas não se alimentam como a gente (pelo menos como eu), ingerindo alimentos sólidos e líquidos. Tais pessoas fazem uso de outro alimento que se chama prana ou energia, isso mesmo energia. Elas se alimentam da energia da vida ou energia vital.
O processo para se tornar adepto a tal comportamento dura em torno de 21 dias e existe literatura explicando todos os passos e orientando esses indivíduos da melhor maneira possível. A verdade é que muitos não conseguem, já que todo esse processo envolve muita espiritualidade e disciplina.
Mas vocês me perguntam o porquê das pessoas decidirem não mais comer? Gente pelos relatos que tive acesso, as pessoas buscam um nível de espiritualidade incomum, uma expansão da esfera consciencial, afirmando até que gastam menos ao não consumir alimentos. Um dos maiores problemas que eles encontram é a sensação de isolamento, já que é na comensalidade que se constrói grande parte das relações sociais (JASMUHEEN, 2000). Dessa forma as pessoas passam a conviver longe daqueles que comem, porém isso é relativo.
Em uma palestra ministrada pelo jovem Oberom C. Silva, o mesmo fala que muitas das perguntas que são feitas a ele, não se é possível obter resposta, já que muita coisa precisa ser sentida. Segundo Oberom o padrão de vibração do corpo é alterado quando ingerimos qualquer tipo de substância sólida, interferindo dessa forma na nossa vibração interna.
Como detenho certo conhecimento científico diria que tais pessoas morreriam de inanição ou desidratação a longo prazo, já que foi isso que aprendi durante todo meu curso, porém acredito que nossa mente precisa estar aberta ao que é “novo” e de certa forma investigar, tentando entender todos os mecanismos físicos, biológicos e espirituais que levam uma pessoa a conseguir tal proeza.
JASMUHEEN. Viver de Luz: A fonte de alimento para o novo milênio. São Paulo: Aquariana, 2000. 223p.
Palestra com Oberom:
http://suprememastertv.com/pt/bmd/?wr_id=755&url=link2_0&page=1#v
Crédito da imagem: http://holosgaia.blogspot.com - Paramahansa Yogananda
“A boa dieta da energia”
13 fev 2011 Deixe um comentário
em De olho na Mídia Tags:Alimentação, dieta, energia, Saúde
A vantagem da gente procurar se especializar em alguma coisa é o olhar clínico que desenvolvemos para determinados assuntos e como nutrição é a minha área, passo a ser fiscal de notícias e fico viciada em procurar besteiras que são veiculadas pela mídia, não é a toa que minha monografia foi sobre comunicação! Pois bem, nota 10 para a reportagem da Istoé (9 fev) por apresentar uma leitura super agradável sobre “ a boa dieta da energia”, mostrando os alimentos indicados pela ciência para aumentar a vitalidade e aprimorar a performance do corpo e da mente. Gostei muito pelo simples fato de não estimular as pessoas a fazerem uso de suplementos e ainda mostrar o papel de cada nutriente que consumimos no dia a dia. Um texto com referências atuais e com pessoas de renome internacional, no qual foi explorado assuntos de interesse a todos.
Mas como nem tudo são flores nessas reportagens, a revista peca em dizer em sentido generalizado “que o consumo diário de energia deve ser de cerca de 30 calorias por quilo de peso corporal” o que de fato não deve ser muito enfatizado já que as necessidades de uma pessoa saudável vão depender de fatores como idade e nível de atividade física. Você já pensou se um atleta com 60Kg que necessita de aproximadamente 3000 calorias dia quando em treino, fizesse uso dessa fórmula? Ele teria um déficit calórico de aproximadamente 1200 calorias por dia! Ou ainda um obeso que já se encontra com excesso de peso, ele iria superestimar suas necessidades.
Eu acredito que esse tipo de informação não deveria ser veiculada, pois acaba distorcendo informações úteis e importantes. Se o cálculo de energia fosse tão simples assim profissões como a minha na existiriam, não é verdade?! No geral a reportagem está muito boa e vale apena gastar um minutinho do seu dia para consumir informações importantes sobre saúde e bem-estar.
O corpo e o espírito.
12 nov 2010 2 Comentários
em espiritualidade Tags:corpo, energia, espirito
A rotina de um hospital sempre promete muita surpresa para quem a acompanha diariamente e a gente nunca se cansa de surpreender com as coisas que acontece.
Há algum tempo estamos acompanhando um caso de um paciente com câncer no seu estado terminal, o que pra muita gente gera tamanho sofrimento e angustia, já que não existe prognóstico para o paciente. Muitas vezes a terapia clínica de nada ajuda, apenas prolonga tal sofrimento ou diminui algumas dores. Mas o que me deixou perplexa foi escutar o que o médico da equipe tinha a falar sobre tal estado terminal, já que os familiares começaram a notar mudanças no comportamento do paciente, como confusão mental e variações recorrentes. Ao sair do quarto do paciente, estava crente que o médico iria dar explicações cientificas sobre aquele momento e até já estava esperando termos estranhos que muitas vezes só eles mesmos que entendem, quando para minha surpresa a explicação foi de ordem espiritual, acalentadora e amável.
Tal explicação de que nós, pobres mortais, somos ligados ao corpo físico por uma energia e que essa energia quando mais próxima da morte se dissipa me fez concretizar ainda mais a teoria de que a vida é uma passagem. Acreditar que nosso corpo é apenas uma base, uma morada para tal energia, nos faz perceber o quanto somos pequenos diante desse imenso universo.
Notei que a família ficou bastante emocionada com tal explicação e fiquei feliz por ter participado desse momento, pois acreditar que somos dotados de energia e que essa energia não se acaba exatamente aqui na terra, me deu mais segurança para caminhar com passos largos nessa grande caminhada que é a vida.
