Algumas reflexões

Se escrever é um sintoma da sublimação, vou “vomitar” palavras então, vou fazer delas minha aliada e com elas construir minha história, minha obra, minha vida, porque pretendo nessas mesmas palavras encontrar significados e significante de um mundo do qual não me sinto fazer parte.

Sinto-me na obrigação de tentar me entender, porque muitos são os sentimento que guardo e pouco os que compartilho; talvez seriam essas palavras libertadoras ou prisioneiras de algo que ainda não descobri?

Sofro por tentar me entender e entender as pessoas, hoje fui estimulada a acreditar que muito do que penso são fantasias, é como se para cada pessoa que convivo existisse um personagem em minha mente e que dependendo do estado de espírito em que me encontro essa pessoa também sofre modificações. Dessa forma se tudo é fantasia, fazemos parte de um grande teatro social? Quem elabora os roteiros dessa história?

Aqueles que não conheço são marionetes ao meu redor, são estranhos sem história invadindo a minha como figurantes, seriam eles peças indispensáveis no contexto de formação da existência de cada um?

Tantas perguntas e apenas uma resposta: não posso sair por ai analisando as pessoas, mas apenas buscando significados que me ajudem a construir e elaborar melhor o que cada uma representa para mim.

Reflexão extraída do encontro

O despertar.

A gente muitas vezes acha que tem a maior força do mundo, que podemos fazer de tudo, que somos capazes de vencer qualquer batalha (…) e o pior é que podemos mesmo. A vida da gente mostra-se em alguns momentos como um parque de diversão onde tudo é festa, emoção, alegria, surpresa, dúvida, ansiedade e tristeza (quando sentimos que tudo acabou).

Sempre me questiono se já sou uma pessoa madura, se posso de certa forma dar conselhos a alguém, de ser um exemplo como diria minha mãe. Mas a verdade é que nunca estamos realmente maduros, pois a qualquer momento podemos pisar em falso novamente. Talvez seja esta realmente a maior graça de se viver, ser pessoas sempre verdinhas, para que quando maduras possamos ser degustadas por outros, no sentido de passar experiências, lições, aprendizados.

O ciclo inicia na infância e termina também nesta mesma fase, já que quando somos velhinhos desaprendemos a andar, falar e passamos a ser dependentes de alguém e até mesmo chamar aquele que durante toda vida foi filho de pai. É (…) as coisas se invertem, os papeis são outros.

Pois bem, o despertar é algo que chega em momentos diferentes para cada um, acontece de formas diferentes e envolve situações também diferentes, o meu despertar é diferente do seu, assim como será diferente de outras pessoas, porém para cada um possui a mesma essência, que é a de mostrar para nós seres humanos um sentido de existência que muitos procuram durante toda a vida, mas que só enxergam após este despertar, não quero com isso dizer aqui que descobri o meu, mas sinto que estou no caminho certo.

Assim como em uma “Matrix” alguns nunca despertam e por isso talvez, para aqueles que acreditam na reencarnação, voltem tantas vezes na terra. Não sei se consegui ser clara sobre esse “despertar” que cito, talvez seja necessário que você sinta já que algumas coisas realmente só são entendidas quando vividas.

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