Dúvida: movimento que elabora.

Até que ponto conseguimos discernir o certo do errado? Que tipos de construções incorporamos na vida que permite a nós, seres humanos, sermos dotados de uma certa razão?

Até que ponto percorremos um caminho trágico sem conseguir enxergamos um destino cruel? Seriamos então dotados de certa fantasia que alimenta as pulsões mais “destrutivas” do ser?

As questões que subscrevem nossas vidas permitem-nos que façamos parte de um movimento, movimento esse que carrega em si nossos sentimentos mais primevos, aquilo que um dia tentamos inutilmente esquecer, resistir.

Seria talvez essas questões mais arcaicas a responsável pela desorganização psíquica de muitos sujeitos que buscam na vida um sentimento pleno de felicidade?

Que felicidade seria essa tão inabalável? Porque não nos damos o prazer de viver momentos infelizes? O inconsciente ao mesmo tempo que trabalha na busca de prazeres, constantemente evita o inverso. Até que ponto estaríamos evitando o desprazer para gozarmos de satisfação plena e o que isso traria de benefício para o ser humano?

Compartilho da idéia de que não são as respostas que movimentam o mundo e sim as perguntas elaboradas a partir de questões extremamente complexas.

Se permitir viver o movimento da vida e das questões que com ela surgem, nos faz perceber ao longo de uma incansável jornada o quando ainda somos inexperientes e que precisamos aprender, aprendizado esse que necessariamente não se contempla em livros ou salas de aula, mas no próprio movimento elaborado pela vida do sujeito.

Voltando as questões destrutivas, me pergunto o que leva um sujeito a traçar um caminho desses? Vou ainda mais longe e questiono: o que no transcorrer da vida faltou a esse sujeito? O que ele busca nas ações destrutivas? Prazer? Livrar-se de um sentimento de culpa? Difícil entender já que é a subjetividade dele que está em jogo e não a minha. Até agora só me resta fazer perguntas, porque a resposta está no sujeito e não em mim.

Quando novos amores chegam…

Ao ler o texto de David no cartapotiguar, fiquei feliz ao ver um homem falar de amor, coisa rara hoje em dia. Daí pensei nos amores que chegam ao contrário do que ele fala: quando amores se vão…

Ao final de um relacionamento sempre pensamos que nunca mais cometeremos os mesmos deslizes do passado, e se doar demais foi um erro, no próximo pensaremos mais na gente; o EU sempre em primeiro lugar. Para mim, tal pensamento é pura ilusão de quem sofre uma grande desilusão, pois ao acreditar que seremos diferentes em uma próxima relação, é negar a nossa essência única, aquela que nos diferencia dos demais. Não mudamos, nem deixamos de se doar, ao contrário nos iludimos mais ainda e cometemos os mesmo erros sempre, já que difícil é tentar entender o ser humano, se nem ao menos conseguimos nos entender. São estratégias falidas que não nos trás nenhum tipo de vitória ao não ser a própria derrota quando que por um impulso tentamos fazer das pessoas que convivemos reflexos de nós mesmos.

Dessa forma a chegada de um novo amor acaba com qualquer estratégia anteriormente articulada, pois somos inebriados novamente com o novo, com o intenso e com aquele sentimento de que tudo realmente é para sempre, nos esquecendo da importância que é viver juntos e não o tempo que dura tudo isso.

Somos seres imperfeitos, insatisfeitos e desonestos com nossos próprios sentimentos, que quando por um momento de puro egoísmo somos levados aos mais intensos desejos e afetos “proibidos”. Certa vez li em um livro, que o homem pensava tanto na traição que mesmo sem praticá-la rejeitava sua própria mulher, já que no inconsciente estavam sentimentos de culpa e pena, assim como humilhação por não assumir total anseio.

Nunca é demais falar sobre amores e suas conseqüências em nossas vidas, demais mesmo é nunca tentarmos refletir sobre tais relações e nem aprender com elas. O fato é que, a experiência leva ao amadurecimento, já que aprendemos, ou não, lhe dar com a indiferença dos outros e às vezes com nossa própria imperfeição.

Enquanto aos desejos, um amigo certa vez me disse que todos os problemas do mundo acabariam se não fôssemos mais capazes de desejar, eu acredito nele.

O segredo da felicidade está:

Por algum motivo hoje senti a necessidade de escrever tais palavras, não estou de TPM, sensível ou algo assim, mas talvez alguém esteja precisando delas…

O segredo da felicidade está:

Em olhar pra frente sem pensar no que passou;

Em lutar sem pensar em desistir;

Em tentar ser feliz usufruindo todos os minutos que se tem no dia;

Amar sem necessariamente precisar ser amado;

Perdoar quando a ferida cicatrizar;

Não julgar para não ser julgado;

Fazer o bem sempre em todos os momentos;

Cuidado com as palavras: elas têm poder!;

Enfim, viver a vida no intuito de a cada novo dia ser uma nova pessoa, com novos atos e digno de novos momentos.

Viver com tamanha intensidade que possa ao final do dia refletir e dizer: hoje eu fui uma pessoa produtiva, hoje eu amei, hoje fui feliz e se não fui nada disso, paciência, pois a vida é que nem uma grande roda gigante, uma hora estamos por cima e outras não, daí é só esperar com fé e acreditar que no final tudo dará certo por mais incerto que o futuro lhe pareça!

Acredite, nada é impossível diante da imensidão de nossos pensamentos, de nossos desejos, de nossa capacidade!

O primeiro passo para se conseguir algo na vida é acreditar que grande parte de sua felicidade só depende exclusivamente de você!

Na foto: minha sobrinha, grande motivo de felicidade em minha vida.

 

 

Seguir em frente…

O ser humano, complexo por natureza, se mostra a cada dia como algo realmente longe de ser entendido, mas será que é necessário entendê-los mesmo? Ou basta apenas conviver… Algumas relações exigem muita paciência, outras exigem mais atenção outras ainda não exige nada ou as duas coisas juntas. Numa família, por exemplo, que tem umas 5 pessoas morando em uma casa, cada uma pensa de uma forma diferente, cada um teve suas experiências de vida diferente em alguns momentos, cada um luta por um objetivo diferente e cada um entende o mundo de forma diferente… Porque esperar que todos concordem com a mesma coisa! Porque achar que todos devem aceitar qualquer tipo de opinião… Onde fica o livre arbítrio nessa hora, onde fica o respeito de se ter uma opinião nessa hora? Realmente eu não vejo nenhum dos dois.

Às vezes se a gente parar pra pensar que a vida pode ser muito menos complicada, se a gente parar de complicar as coisas, parar de se martirizar, parar de achar que sofreu o suficiente, parar de achar que foi enganado, se a gente parar de pensar tudo isso, a gente PÁRA e começa a andar, começa a ir atrás dos objetivos, começa a parar de pensar coisas pequenas, começa a ver que erros existem para serem consertados. Quando realmente a gente pára pra se dar conta de quando tempo não paramos pra pensar, rsrsr, a gente rir, rir do nosso próprio EU, pois esse há muito tempo esperava para andar…

Se todos conseguissem enxergar a beleza de se estar vivo e com saúde, os problemas financeiros, emocionais, familiares não teriam tanta importância, a vida seria mais fácil, pois enquanto temos saúde pra lutar, qualquer objetivo torna-se atingível, pois mesmo para aqueles que não têm de tanta saúde, conseguem, imagine você … Mais

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