Acerca da Psicanálise
14 nov 2011 Deixe um comentário
em Produto da Sublimação Tags:Psicanálise
A psicanálise é um descortinar da mente e uma satisfação pouco incestuosa dos conflitos e desejos mais internos do indivíduo.
Vejo a psicanálise como um pai que ensina e uma mãe que acalenta.
Conhecimento destinado a poucos e sensível aos olhos de quem, por tamanha identificação, sujeita-se a estudar e incorporar conceitos que permite uma maior reflexão sobre a vida e as pessoas
Se entregar é ter o corpo aberto aos impulsos desejantes de uma mente inquieta e simplória.
Ginetta Amorim
Sigmund Freud: exploração pré analítica.
15 ago 2011 Deixe um comentário
em Produto da Sublimação Tags:exploração, freud, Psicanálise
Lendo o primeiro livro lançado (volume 10) da nova versão traduzida das obras de Sigmund Freud, não pude deixar de fazer alguns fichamentos de idéias que julgo dignas de uma reflexão maior, vou explorá-las nesse post! Gozem caso sintam vontade, pois a degustação é livre e permita-se também fazer uso de suas resistências se assim preferir. Mais
Análise: uma reflexão prática
28 jul 2011 Deixe um comentário
em Produto da Sublimação Tags:análise, Psicanálise, sujeito, terapia, transferência
Muitos ainda acreditam que uma análise é feita a partir do diálogo do analisando com o analista, eu mesma tinha essa impressão, antes de me aprofundar no mundo analítico. A realidade é bem diferente daquela que pensamos – e muitas vezes desejamos. A pessoa que entende o fundamento da análise pode a partir dela construir melhor suas elaborações de pensamento, assim como encontrar a “cura” para conflitos externados em sintomas aparentemente nocivos para alguns.
O analista não é um conselheiro ou aquele que dita como será sua vida ou ainda que medicamento o sujeito ira tomar. O mesmo refere-se a um profissional que busca a partir do discurso proferido pelo analisando ferramentas que possam fazer sentido para as duas partes envolvidas. Na verdade tanto o analisando como o analista pode construir e desconstruir no momento da análise e um exemplo dessa (des)construção seria o processo de transferência que diga-se de passagem só é possível ocorrer em análise. Mais
Algumas reflexões sobre o fim do primeiro ciclo psicanalítico
23 jun 2011 3 Comentários
em Produto da Sublimação Tags:freud, Psicanálise
Meu primeiro ciclo psicanalítico teve fim agora em junho e o que pude tirar dessa experiência? Entrei numa grande cilada e agora tenho que ir até fim. Posso dizer que não é fácil retirar o manto que reveste nossa essência, assim como enxergar nossas resistências, nossas demandas perversas e o nosso inconsciente. Tudo isso é algo extremamente desafiador porque todo conforto que outrora estava limitado em uma vida cheia de ilusões, passa a ser destrinchado diante de um emaranhado de conflitos que é a própria existência humana. É duro querer enxergar um lado que muitas vezes fazemos questão de escondermos, admitir o quanto somos egoístas e individualistas, e mais ainda, é difícil crer que nossos desejos são constantemente insatisfeitos, mas é gratificante possuir um olhar psicanalítico da vida e de suas particularidades.
Um ser imperfeito, desorganizado e livre.
16 jun 2011 2 Comentários
em Produto da Sublimação Tags:desejo, Psicanálise, trauma inicial
Desde que fomos expulsos do ventre de nossas mães, passamos a vida toda em busca desse lugar perdido. O trauma inicial se configura em uma das teorias mais brilhantes de Sigmund Freud. O ser humano vive um eterno conflito em busca de um lugar que nos primórdios foi a ele rejeitado. Esse trauma inicial significa em poucas palavras a luta do homem com seus desejos e o medo do desamparo inicial. Talvez o receio que temos da solidão seja uma lembrança forte de nosso passado, quando um dia fomos tirados de um lugar tranqüilo e calmo, e lançados na vida de forma tão brusca.
A humanidade é movida por desejos e aspirações individuais, já que inconscientemente somos seres em busca de satisfações de todos os tipos. A teoria da sexualidade infantil proposta por Freud, há muito que sofre resistências para sua aceitação, principalmente porque somos levados a acreditar nessa teoria no sentido de sexo ou ato sexual. A sexualidade nada tem haver com o sexo em si, dessa forma torna-se de extrema importância nos libertar desses conceitos pré-moldados e solidificados há tempos. Pensar na sexualidade infantil é perceber que a partir de nossa infância somos levados a configurar nossa vida adulta, é a partir da vivência infantil que conseguimos moldar o nosso EU. Crer que tudo que vivemos em nossas vidas é movido por puro desejo é um grande passo para poder lhe dar com eles e de certa forma se encarar como um ser imperfeito, desorganizado e livre.
Algumas reflexões …
11 mai 2011 4 Comentários
em Produto da Sublimação Tags:consciente, inconsciente, Psicanálise
Hoje na psicanálise pude perceber o quanto nossos desejos são livres e o quanto de barreira eles enfrentam para sair do inconsciente (parece um paradoxo não?!), sim porque nossos desejos são todos frutos do inconsciente teoricamente. São desejos como esses que muitas vezes nos leva a impulsos exagerados ou ainda a não realização dos mesmos, já que a resistência existe para recalcar alguns desejos mais carregados, pra não dizer sórdidos.
Saber o que fazer com tais desejos é o grande lance de uma mente ou porque não dizer de um inconsciente bem elaborado, já que na medida em que aprendemos a lidar com tais desejos e conseguimos elaborá-los de maneira que os mesmos não sofram repressão, pode significar um grande amadurecimento e um bom trabalho do nosso ego.
Vivemos em um cotidiano de angústias e incertezas e muitas vezes não sabemos lhe dar com os conflitos que surgem. Alguns conflitos são recalcados, outros encontram resistências para serem discutidos ou ainda sofrem repressão pela sociedade ou por nós mesmo. É a partir dessa situação que ficamos a mercê do nosso próprio desenvolvimento psíquico, sendo ele mesmo que vai acabar determinando o que fazer ou que não fazer diante da adversidade da vida.
Cada um de nós tem a missão enquanto ser humano de lutar com nossos conflitos na busca da melhor maneira de como eliminá-los ou enfraquecê-los, é uma batalha que muitas vezes está perdida quando o sujeito sem ao menos tentar se diz vencido. Muitos não suportam carregar a culpa por uma derrota antecipada e se lastimam por ser fraco ou ainda incapaz de seguir adiante. É, realmente quando não sabemos que atitude tomar, recuamos, mais ou menos como o consciente faz com alguns desejos vindo do mais obscuro lugar de nossas mentes.
Lembro de uma situação bem inusitada que ocorreu comigo esses dias e de forma simples explica o que tentei explicar de forma tão complexa para alguns.
Senti vontade de comer uma torta de chocolate e ao chegar ao local que vendia a torta, meu desejo foi por uma coxinha que bem podia ser uma empada. O lugar não tinha onde estacionar, daí estava passando perto do Midway quando senti vontade de comprar uma calça, mas fui desestimulada pelo meu namorado que disse ser minha vontade puro consumismo. Voltamos a idéia da torta então. Encontramos o lugar e tive a oportunidade de comer a bendita torta de chocolate. Meu namorado escolheu a primeira fatia e logo depois eu tive a oportunidade de escolher a minha, porém bendito seja Deus porque danado eu escolhi a de limão???!!!! Só meu inconsciente sabe a resposta, a única explicação para tamanha resistência de meu desejo inicial, só pode ser a de meu consciente sabendo que a de limão não me decepcionaria, me impediu de comer a que eu realmente queria para que eu não sentisse tal desejo ser realizado ou ainda para que eu não me sentisse frustrada por querer tanto uma coisa e no final ela não valesse a pena. Seria essa situação um mecanismo de resistência? E teria sido meu ego responsável por tal escolha. Eu sei lá! Só sei que continuei insatisfeita depois de ter comido duas fatias de torta e ainda na dúvida se realmente era aquele o desejo que gostaria de satisfazer!
Freud bem que podia tentar me explicar …
Crédito da imagem: banco de imagens google.
O início de minha análise
07 abr 2011 Deixe um comentário
em Produto da Sublimação Tags:Psicanálise
Março, 2011.
Hoje foi o meu primeiro dia no curso de psicanálise e a sensação que tive era de que tudo aquilo já fazia parte de minha vida, era como se tudo que o orientador falou em determinados momentos já fizesse algum sentido para minha existência. Senti prazer em escutá-lo e uma sensação de preenchimento espiritual como se fosse algo que sempre busquei em minha vida, mas que ainda não estava preparada para me deparar.
Espero durante esse curso me conhecer mais e passar a compreender melhor as pessoas que me cercam; o ser humano continua ser uma incógnita para mim e talvez esse curso possa me auxiliar nessa busca por conhecimento, já que as experiências que tive até hoje em minha vida me marcaram profundamente.
Convivo com pessoas nas mais diferentes complexidades e diferenças, sinto sentimentos de amor, ódio, tristeza, desesperança e esperança constantemente. Considero-me forte, mas sinto também que sou uma estrutura delicada e que pode se quebrar a qualquer momento. Meu maior medo nessa vida não é de morrer e sim de perde a consciência de si mesma, de não conseguir sentir emoções, de não poder usá-las.
Esse curso vai contribuí (o que espero) para algo que sempre quis, a busca por auto conhecimento e expansão de minha mente. A possibilidade de poder interpretar meus sonhos nunca esteve tão forte e presentes, pois há muitos anos sinto sua total influência nas minhas ações diárias e serve como um mecanismo de intuição que cada vez mais está se aflorando.
Na época de minha faculdade não tinha muito tempo para me dedicar a esses estudos, pois sempre minha atenção estava mais voltada na minha realização pessoal, na minha formação, já que precisamos disso para conseguir sobreviver nesse mundo e fazer parte de uma sociedade, moralista e pobre de espírito, que muitas vezes nos recriminam por ser pacientes e tolerantes. As pessoas precisam aprender a ouvir os outros e a ensinar também, pois muitos dos erros que vejo no meu dia a dia, são frutos da falta de orientação e também da falta de atitude das pessoas perguntarem se estão fazendo o certo ou errado.
As pessoas hoje em dia fazem questão de ter pouco conhecimento, tem preguiça de ler, de estudar, fico impressionada com isso, seriam essas pessoas involuídas? Talvez… Mas seria muita pretensão de minha parte achar que todos que não pensam como eu são involuídos (confesso minha generalização). Alguns demoram a despertar desse mundo materialista e conservador, no qual o valor está no material e não nas pessoas.
Dou início a minha experiência na psicanálise começando a interpretar meus sonhos, assim como Freud, vou ser o objeto do meu estudo e esse espaço minha fonte de sublimação.
Esse texto escrevi no primeiro dia do curso e de lá pra cá minha mente já se expandiu bastante
