A sutileza do cuidado

Quando nos formamos em um curso que possui a saúde como foco principal de atenção, nos deparamos com o outro, que detém certa subjetividade e que pode não aceitar, ou ainda desacreditar no que propomos para ele, achando muitas vezes que seu conhecimento é melhor do que o conhecimento do profissional que detém esse suposto saber.

Sabe-se que, hoje em dia, as pessoas têm maior acesso aos meios de comunicação e isso de certa forma favorece uma maior interação entre aqueles que difundem o conhecimento, com aqueles que o procuram.

Não se pode confiar em tudo que lemos ou ouvimos, devemos sempre construir nosso próprio entendimento daquilo que é transmitido e partir daí, criticamente, avaliar esse cuidado que outro nos determina.

É comum escutarmos pessoas que dizem ter passado por vários médicos na tentativa de descobrir certo tipo de desequilíbrio orgânico e/ou emocional, mas acabam se frustrando ao perceber que a resposta muitas vezes é uma incógnita para ambos. Essa frustração é comum, já que depositamos no outro as esperança de descobrimos algo sobre nós mesmos. Mais

Um pouco mais que alimentos (parte 2)

Dando seguimento a reflexão sobre “Um pouco mais que alimentos”,  faço o seguinte questionamento: para que possamos mudar e inovar nossos hábitos alimentares, que tipos de substituições ou que tipos de investimentos fazemos no dia a dia?

Percebo que muitos são os motivos que levam as pessoas a mudarem sua rotina alimentar, sendo o fator estético o mais frequente, principalmente para o público feminino. Dessa forma, a mudança na alimentação responde a um desejo propriamente físico em primeiro plano, faltando um desejo de equilíbrio, um desejo de saúde. Até porque, ao mudarmos nossa alimentação, quem mais se beneficia com isso é a nossa própria saúde como um todo.

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“Emagrecedores condenados” Apoio a causa!

“Proibição de remédios derivados de anfetamina contraria médicos e deixa alguns pacientes sem opção”*

Sério mesmo, eu me pergunto que pacientes seria esses que não possuem nenhuma opção ao não ser o uso de medicamentos. As opções de tratamento cujo objetivo é a prevenção e/ou tratamento para obesidade são muitos. As pessoas quando bem informadas podem dispor de vários tipos de tratamento seja ele dietético, físico (atividades e exercícios), cirúrgico e acredito que esses tratamentos podem trazer conseqüências benéficas ao indivíduo e de certa forma melhora clínica. Mais

Dietas de revistas: tititi tatata é só pra te ludribiar!

Sabe uma coisa que abomino e que me deixa frustrada… São essas revistas de tititi tatata que falam de dietas da lua, da sopa, da cintura, do quadril, do horizonte sem perspectiva, da falta de hábitos e do “no sense” das pessoas que acreditam que tudo isso pode ser algo benéfico para sua saúde. Eu ABOMINO tudo isso, desculpem.

Primeiro: não acreditem em dietas prontas, elas nunca, escutem bem, nunca vão ser ideais para você ok?! Primeiro porque suas necessidades são individuais e mesmo sabendo que devemos ingerir uma média de 2500 calorias por dia isso não se torna uma certeza é apenas uma sugestão, uma orientação, vamos dizer um limite certo?!

Segundo: vejam essas dietas como algo apenas do ponto de vista qualitativo já que muitas falam das escolhas dos alimentos que devemos fazer no dia a dia, tipo: comer sempre frutas no café da manhã, fazer lanches regulares, etc. Absorvam isso ok?! O resto dispense. Mais

Alimentos Funcionais

Muito se fala sobre alimentos funcionais, porém poucos compreendem realmente seu significado, muitas vezes atribuindo um papel de herói na alimentação ou ainda utilizando-os como modismos alimentares. Teoricamente, tais alimentos possuem uma propriedade que vai além daquela que é a sua primordial, ser fonte de nutrientes.

Vários alimentos não possuem ação comprovada para essa bendita funcionalidade, diante das várias etapas de avaliação a que deve ser submetido para que tal efeito seja realmente comprovado.

Para se ter uma dieta com alimentos funcionais, não é necessário incrementar tanto, já que eles podem ser facilmente encontrados nos diversos grupos alimentares como, por exemplo, o alho, óleo, peixe, feijão, tomate, ovos e cereais. Dessa forma, sua simples dieta habitual pode ser sim de grande funcionalidade.


Há algum tempo, quando vários estudos com a soja ficaram em evidência, muita gente passou a comer de forma exagerada e até fazer substituições inúteis, já que a mídia explorava e explora muito bem esse assunto, incentivando o modismo e o consumismo desenfreado. Consequência disso foram os casos de alergias e intolerâncias alimentares atribuídos a esse alimento. Mais

“Alegria é saúde e terapia”

Pra começar o dia e refletir um pouco, ai vai um texto enviando por uma amiga (Sandra)! :)

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva SEMPRE triste!”

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

“O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

Dr. Dráuzio Varela

Texto retirado do site:  http://pensador.uol.com.br/frase/MzIyOTk/

“O veneno está na mesa”: alerta!

Gente, hoje foi lançado nacionalmente o filme “O veneno está na mesa”, um alerta a população no geral sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura e suas consequências para o ambiente e consequentemente para o homem. Vamos refletir um pouco sobre tais consequências e de certa forma ser um sujeito ativo e crítico para que diante das possibilidades alcançáveis de cada um possamos fazer certa intervenção.

Sinopse do filme:
O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.

O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.

P.S. Em breve postarei algo sobre o vídeo, assim como uma entrevista com a bióloga Mona Saraiva, mostrando seu ponto de vista com relação ao vídeo!

O vídeo está disponível nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg

O Alimento é Importante (Food Matters, 2008) : uma análise crítica

Um leitor há alguns meses sugeriu que eu assistisse ao documentário “O alimento é importante” – Food Matters (2008) sabendo do meu interesse por essa área. O documentário aborda questões importantes e de fato amplia um leque de visão para tratamentos não muito bem aplicados na medicina moderna.

O pensamento hipocrátrico com o tempo foi se distorcendo e abrindo espaço para a cura através dos medicamentos. Uma frase bem conhecida desse grande mestre é muitas vezes falada, mas não tão prontamente colocada em prática. Fazer com que sua comida torne-se seu remédio e seu remédio sua comida não condiz com a maioria dos tratamentos que vemos hoje em dia, e aquele homem que tinha em sua a crença a capacidade inata do ser humano curar-se, ficaria decepcionado com o rumo dos tratamentos e abordagens terapêuticas dos dias de hoje.

Segundo o documentário, a medicina moderna gira em torno d Mais

Saúde: um bem que para muitos não é necessário

Realmente o ser humano tem um valor muito grande. Somos objetos de valor para hospitais e consumidores de drogas, ou seja, somos profundamente dependentes das indústrias farmacêuticas. Quanto mais relapsos com a saúde, mais pessoas lucram com nossas doenças. Como nutricionista, não posso negar que dependo do seu mal-estar e de sua insatisfação com o corpo, mas posso também ser uma promotora da saúde e trabalhar diretamente com prevenção, sendo que esse é um foco que caminha a passos largos em nossa política. Mais

Saúde: modelo e sociedade

O sistema de saúde brasileiro é hoje caracterizado por uma disputa entre modelos assistenciais diversos. O modelo centrado na assistência médico-hospitalar e nos serviços de apoio diagnóstico e terapêutico constitui-se numa hegemonia em oposição a campanhas e programas especiais, além de ações de vigilância sanitária e epidemiológica (PAIM, 1994).

A saúde no Brasil passou por grandes mudanças durante esses 20 anos. Hoje a atenção a saúde volta-se para a prevenção de doenças, claro, que sem tornar menos importante as outras atividades. Porém compreende-se hoje o papel ativo da sociedade na busca por uma melhor qualidade de vida.

A Descentralização, Universalização e Equidade, princípios esses que fortalecem nosso Sistema de Saúde, deve ou pelo menos deveria, tornar nosso modelo de atenção a saúde algo exemplar para muitas nações vizinhas, mas problema de se ter uma plano de ação tão perfeito na teoria é quando começamos a inserir pessoas despreparadas e sem conhecimento nenhum sobre gestão em saúde. Nossa cidade, e porque não dizer nosso país, está repleto de pessoas sem conhecimento de causa, como se diz por ai. Mais

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