O amor e seus significados … Parte 2
14 ago 2011 Deixe um comentário
em Produto da Sublimação Tags:amor, sentimento
O texto abaixo, são reflexões particulares extraídas do encontro psicanalítico, não existindo dessa forma o intuito de mudar a concepção de valores subjetivos com relação ao amor e seus significados, mas para aqueles que se identifiquem com tais fragmentos fiquem a vontade para sublimar.
A palavra amor serve para dar sentido a alguma coisa que na verdade sentimos e desejamos a todo o momento.
O amor é a forma mais doce de demonstrarmos nossos reais instintos, é como se tivéssemos medo de realmente sentir o que desejamos, por isso damos diversos significados as coisas e as palavras, para que tais instintos não nos afetem tanto, ou ainda não nos choque…
O ódio é um sentimento que se iguala ao amor, sendo muitas vezes até mais forte que esse, porque ele traduz exatamente o que temos de “pior” ou cru.
Amar alguém significa desejá-la intensamente e esse desejo sofre influência de nossas resistências internas e externas, sendo essas resistências o fator pulsional do grau do sentimento.
O amor é um sentimento abstrato que se materializa de forma concreta, por meio de um beijo, uma relação, um impulso/instinto. Dessa forma se o amor se materializa através de um ato instintual e esse ato muitas vezes está ligado ao modo irracional, seria o amor também irracional, quando muitas vezes pensamos agir racionalmente?
O amor não é pela pessoa que se ama, mas pelo ideal de eu atribuído a ela. Você ama aquilo que gostaria de ser naquela pessoa. No fim das contas você sempre tentar amar a si mesmo (Narcisismo).
O amor serve para substanciar sentimentos nobres da nossa vida.
O amor não é pelas pessoas, mas pelo que desejamos e investimos nela. Se nosso objeto é uma pessoa, ela consequentemente será digna de amor.
As reflexões acima são passíveis de mudanças assim como os ciclos de nossas vidas…
O amor e seus significados…
11 ago 2011 Deixe um comentário
em Produto da Sublimação Tags:amor, relação, sentimento
Por que se amar demais é pecado, de menos é doença!
Ao se falar de amor hoje dia é comum encontrar pessoas que não associam esse sentimento ao desejo, porque muitas vezes o desejo é visto e sentido como algo culposo e “feio”. Assuntos que envolvem a sexualidade tiveram durante muito tempo certa resistência e em algumas sociedades, ainda hoje, eles figuram como algo impróprio e inadequado para discussões. Mais
“Sentimento sem nome”
17 mai 2011 Deixe um comentário
em Uma frase, um sentido, uma reflexão Tags:angústia, resistência, sentimento
Uma notinha do Jornal de Hoje fala sobre o “sentimento sem nome”, que podia ser chamado também angústia. Na psicanálise aprendi como a angústia do vazio. Teoricamente seria aquele sentimento que nos aflige e que não sabemos o porquê da aflição. Muitas vezes procuramos causas orgânicas para lidar com tais sentimentos, porém, eles são simplesmente sintomas de um momento, uma situação que passamos anteriormente ou que estaríamos predispostos a passar.
“Refletir e questionar algumas crenças, ou até mesmo mudá-las, pode contribuir para vencermos nossos medos. Não há receita mais infalível do que se lançar aos medos e experimentar a sensação de libertação. Talvez não seja fácil se enfrentar, romper com verdades instaladas em nós há tanto tempo. Poucos gostam de vestir o avental e empurrar a vassoura. Muito menos agradável é fazer uma faxina interna… Mas certamente não há quem não goste de viver em uma casa limpa.”
Gostei bastante dessa passagem do texto por me identificar com ela. Puxando o gancho para minha profissão percebo no dia-a-dia o quanto é difícil fazer as pessoas seguirem orientações nutricionais propostas. São coisas simples, mas que as pessoas insistem em continuar fazendo “errado”. Para psicanálise, tal atitude se assemelha às resistências do nosso inconsciente, nossa proteção. Um exemplo seria pessoas obesas que se dizem felizes do jeito que são na tentativa de mascarar um trajeto de fracassos e frustrações. Porém ninguém vai chegar pra essa pessoa e dizer isso, não é mesmo?! No mínimo, podemos mostrar que por mais feliz que ela se sinta, tal situação pode lhe causar problema futuros, devendo a mesma lutar por qualidade de vida.
“Vestir o avental e empurrar a vassoura” realmente não algo fácil, já que muitas vezes cultivamos máscaras em nosso cotidiano para esconder/preservar nosso verdadeiro EU, e recolher esse lixo seria como retirar tais máscaras de nossa vida.
O que seria do ser humano sem tais máscaras?
O Jornal de Hoje, Cena Urbana. Coluna: Vicente Serejo – Taciana Chiqueti. Sentimento Sem Nome. Natal, 16 de maio de 2011.
Foto: banco de imagens google.
Algumas reflexões
07 abr 2011 Deixe um comentário
em Produto da Sublimação Tags:existência, sentimento, sublimação
Se escrever é um sintoma da sublimação, vou “vomitar” palavras então, vou fazer delas minha aliada e com elas construir minha história, minha obra, minha vida, porque pretendo nessas mesmas palavras encontrar significados e significante de um mundo do qual não me sinto fazer parte.
Sinto-me na obrigação de tentar me entender, porque muitos são os sentimento que guardo e pouco os que compartilho; talvez seriam essas palavras libertadoras ou prisioneiras de algo que ainda não descobri?
Sofro por tentar me entender e entender as pessoas, hoje fui estimulada a acreditar que muito do que penso são fantasias, é como se para cada pessoa que convivo existisse um personagem em minha mente e que dependendo do estado de espírito em que me encontro essa pessoa também sofre modificações. Dessa forma se tudo é fantasia, fazemos parte de um grande teatro social? Quem elabora os roteiros dessa história?
Aqueles que não conheço são marionetes ao meu redor, são estranhos sem história invadindo a minha como figurantes, seriam eles peças indispensáveis no contexto de formação da existência de cada um?
Tantas perguntas e apenas uma resposta: não posso sair por ai analisando as pessoas, mas apenas buscando significados que me ajudem a construir e elaborar melhor o que cada uma representa para mim.
Reflexão extraída do encontro
